A Revisãopor 环形废墟

7 · O procurador público

Capítulo 7 · 14,6 mil palavras

Sétimo dia.

05:47, água para ferver. 3 gramas de antes da chuva, 80 graus, despejo, 3 vezes a cheirar, fora.

No poço da pedra de tinta há tinta de ontem, sem secar. Moio 20 voltas e escrevo a data de hoje: 10 de novembro de 2125. Os traços saem apertados. Ao terminar, amasso o papel, junto com os de anteontem, e ao cesto.

A jiboia, regada. A terra está úmida: regada ontem, regada anteontem. A água vaza pelo fundo do vaso e forma uma poça pequena no parapeito da janela; limpo com um pano. Esta jiboia morreu no outono passado; caíram-lhe todas as folhas, e os talos continuam de pé.

06:12:00, o trem de pessoal entra na estação, vazio. 06:12:08, as portas se fecham. Quando passa pela prefeitura, os caracteres vermelhos da placa varrem o vidro. O aviso de manutenção segue colado no elevador, um canto de papel levantado 1 centímetro, levantado desde há 3 anos. Do B2 ao 1.º andar, 19 segundos.

07:00:00, a mesa acende. Cabeça da fila, primeira peça: o 77413. A ordem de reencaminhamento, colada ao canto inferior direito.

> Estado: Vencido > Vencido por: 62 h 09 min > Relógio: em curso

62 horas e 9 minutos. Depois do zero, o sistema continua medindo no cronômetro, por conta própria, uma peça que já não pode ter andamento. Para quem são os números que produz, a interface não o diz.

Pela manhã, a carimbar. A mudança da rota do ônibus escolar de uma escola primária do norte da cidade, impacto humano Grau 3, 41 nomes no anexo. Conto 41. Carimbo. A segunda peça, a reforma de um trecho da rede de abastecimento de água do sul da cidade, 176 nomes no anexo. A terceira, uma conferência de lista de auxílio-funeral, impacto humano Grau 2, sem carimbo, desce ao nível de execução.

Os nomes do anexo os conto um por um. Ensino de Lao Zhou: Nomes não são um total. São pessoas, uma por uma. Se conto um a menos, há alguém que fica de fora. Em 20 anos nunca deixei de contar um.

09:15:02.

Minha mão treme. 0.4 segundo. O carimbo para no meio do ar, desce, a face reta. O cronômetro está no primeiro compartimento da gaveta; hoje não o tirei. Contar até 0.4 e parar: 20 anos fazendo isso.

Xiao Zheng vai buscar água com o copo e se demora um instante ao passar pela minha fila. Ele diz: Shen, ontem a gente da Auditoria desceu outra vez. Digo: Para quê. Ele diz: Para buscar a folha de uso da sala de entrevistas. Digo: O que se vai buscar a uma folha de uso. Ele diz: Não sei. Enche o copo e volta. Ontem também ele se demorou um instante.

Ao meio-dia, no refeitório, Lao Ge se senta à minha frente. Hoje come 2 pratos, um de carne, um verde. A meio da refeição ele diz: A da Auditoria já apresentou.

Digo: Hoje apresento.

Ele diz: Apresentar o quê.

Digo: A conclusão.

Ele põe os hashis de lado e me olha.

Ele diz: Quando estampa o carimbo, no que você pensa.

Digo: Contando nomes.

Ele diz: Contando até qual.

Digo: Contando até o último.

Ele diz: Ah.

Ele pega os hashis de novo. Come tudo, bebe a sopa sem deixar uma gota. Levanta a bandeja, dá 2 passos e volta a cabeça; solta uma frase: O carimbo aqui, o homem aqui.

Digo: Como assim.

Ele diz: Nada.

Ele vai embora. Essa frase diz o mesmo que a de anteontem, Quando o carimbo cai sobre a gente, a gente tem de estar. Hoje a comprimiu em 4 caracteres, e segue sem explicar coisa nenhuma.

A mestra Xu, da Zona B, passa por trás de mim com a bandeja e diz: A gente da Auditoria desceu 2 vezes. Digo: 2 vezes. Ela diz: Com eles não fale de pé; sente-se para falar. Digo: Entendido. Ela diz: Você está sentado. Digo: Sentado. Ela se afasta com a bandeja.

15:37, levanto-me por água. 40 passos de ida e volta. O copo fica à minha direita; não bebo um gole sequer.

A He não liga. O volume suplementar segue com ela; o clipe do anexo 1, enferrujado — não o toquei. Ontem ela disse que o dossiê contaria com calma; hoje eu também não pergunto.

16:44, fechamento do dia.

> Revisor: HZ-4471 > Carimbos hoje: 8,431 > Tempo líquido: 5 h 05 min > Média: 2.17 s/peça > Erros: 0 > Erros acumulados (vinte anos no registro): 0

A tela de classificação, ao passar, dou uma olhada. A primeira linha não sou eu. Segundo dia.

16:51, devolução do carimbo. Quando a última peça sai da mesa, meto a mão no bolso interno e toco aquela folha. Não a tiro.

Na noite anterior consultei no terminal de casa um registro público: 37 procuradores públicos em exercício na cidade. Na coluna do âmbito de atuação, 35 trazem «representação geral», um traz «representação geral · assuntos de família», um traz «Lei de Revisão (sem assuntos sigilosos)». O do último traz o número GY-0219; sobrenome, Cheng.

17:06, saio do edifício principal. A oeste da prefeitura fica o velho prédio dos correios, do outro lado de uma rua e uma praça, 14 minutos a pé. A porta da frente se tranca à noite; a lateral, não. Uma placa à entrada: Serviços de Procuradoria Pública (3.º andar), horário das 09:00 às 19:00. A escada é de terrazzo; a tinta do corrimão caiu e deixa ver a madeira por baixo.

Ao fundo do corredor do 3.º andar há uma máquina de senhas; a tela, laranja.

> Serviços de Procuradoria Pública · senha > Número: G-118 > Há 3 pessoas à sua frente > Hora da senha: 17:20 > Guichê: 3

Sala de espera, 4 cadeiras; o assento de uma está afundado num ponto. Na porta-jornais, 3 jornais; o de cima, com data de 3 meses atrás. Em frente, no banco, uma senhora idosa com um formulário estendido sobre os joelhos: erra um campo, rasga, vai buscar outro. Num canto, um bebedouro com um anel de incrustação branca embaixo da boca de saída. Na parede, plastificado, o aviso de tarifas: cota de serviço público, 120 minutos por pessoa por ano; dentro da cota não se cobra; o que excede, cobra-se por tempo.

17:24, a tela chama G-118, guichê 3.

O 307 fica ao fundo, a porta entreaberta. No vidro da porta, colada, uma linha miúda:

> Em virtude do artigo 9.º do Código de Exercício dos Procuradores Públicos, este escritório não se conecta a interfaces de pesquisa. A consulta tem por base os textos públicos.

Dentro, nenhuma tela. Uma mesa, 2 cadeiras, uma estante. Sobre a mesa, 3 livros abertos, as lombadas rachadas, enroladas em fita adesiva transparente. No pulso esquerdo, um relógio, dos de ponteiro. Ele está escrevendo; ao terminar, pousa a pena no porta-penas.

Ele diz: Sente-se.

Digo: Venho perguntar uma coisa por um amigo.

Ele diz: O formulário de consulta tem um campo de «a título de»: em nome próprio ou em nome de outro. Qual você marca.

Digo: Em nome de outro.

Ele diz: Em nome de outro é preciso preencher o mandante.

Digo: Ele não deixa nome.

Ele diz: Então marque anônimo. Anônimo eu também aceito; só não posso emitir parecer.

Ele puxa um formulário para si.

O campo da categoria do assunto o leio 2 vezes. Assuntos de família, moradia, trabalho, administração; a última opção é outros.

Digo: Não há nenhuma opção de Lei de Revisão.

Ele diz: O menu vem do sistema; não posso mudá-lo.

Digo: Então escolha outros.

Ele marca «outros» com um visto.

> Formulário de consulta > Número: GY-2125-1110-046 > Consultante: (anônimo · consulta em nome de outro) > Relação com o assunto consultado: amigo (de viva voz, sem verificação) > A título de: □ em nome próprio ■ em nome de outro > Categoria do assunto (menu, obrigatório): > □ Assuntos de família □ Moradia □ Trabalho □ Administração ■ Outros > Assunto da consulta: (preenchido por quem atende) > Atendido por: Cheng Xu (registro de exercício GY-0219) > Tempo empregado: > Custo: > Declaração: esta consulta se responde segundo textos públicos e não constitui parecer jurídico; este escritório não se conecta a interfaces de pesquisa.

Digo: Esse meu amigo viu uma assinatura num documento. O documento é verdadeiro, e a assinatura também. E quem assinou, pelo registro, nesse ano ainda não tinha ingressado.

Cheng Xu pega a pena e a põe de volta.

Ele diz: Que documento.

Digo: Uma decisão.

Ele diz: Está em vigor agora.

Digo: Está.

Ele diz: Então não é que quem assinou não tinha ingressado; é que o registro está incompleto.

Digo: Um registro incompleto também é uma explicação.

Ele diz: Qual das explicações o seu amigo quer.

Não respondo.

Ele diz: O seu amigo é do nível de revisão.

Não respondo.

Ele puxa o formulário meia polegada para si e diz: Pode calar. Esse campo eu preencho como «consulta em nome de outro».

Ele diz: Deixo dito antes de começar. Eu, no que me toca, sou contra o ato de carimbar. Não contra vocês: contra aquela etapa do processo. Se quiser ouvir, conto desde o princípio, e ao terminar você julga. O tempo da cota é seu de qualquer jeito.

Digo: Conte.

Ele diz: O caminho de um documento é este. O nível de proposta calcula; calculado, passa ao nível de execução, e o nível de execução cumpre. Quando chega às suas mãos, cada palavra do documento já está fixada. Você só pode fazer 2 coisas: carimbar, ou não carimbar. Carimbe, e ele produz efeito; não carimbe, e não produz. Nenhuma das 2 muda uma palavra do documento.

Ele diz: Por isso o carimbo não fabrica conclusões. O carimbo fabrica eficácia. O que é a eficácia. A eficácia é os outros estarem dispostos a cumprir.

Digo: Que quando algo dá errado há alguém a quem recorrer.

Ele diz: Primeiro ouça os números.

Ele diz: No ano passado, o nível de revisão inteiro estampou 10,500 milhões de peças. Mudanças de substância: 217. Das 217, 199 mudavam número e formato. As 18 restantes: 11 devolvidas ao nível de proposta para recálculo, 7 retiradas.

Subtraio os números de cabeça. 217 menos 199 são 18. 18 menos 11 são 7.

Ele diz: Você calcula mais rápido que eu.

Digo: É o meu trabalho.

Ele diz: Isso. O carimbo nunca mudou conclusão nenhuma. Só converte a conclusão em coisa executável.

Digo: Executável não é coisa pequena.

Ele diz: É executável, não é revisado. São 2 palavras diferentes.

Ele diz: A Lei de Revisão de Pessoa Natural tem uma cláusula: o último revisor pessoa natural do registro não pode morrer, não pode pedir demissão. Você a conhece melhor que eu. Essa cláusula eu a li muitas vezes. O que ela quer não é uma assinatura; é que o ato de assinar seja feito por uma pessoa. Que haja alguém presente, e que alguém saiba que há alguém presente.

Ele estende a mão e me empurra uma pilha de cartas. O cabeçalho da de cima está à mão, 6 caracteres: A quem puder me ver.

Ele diz: Recebo 30 por dia. 30 cartas, e no cabeçalho de todas esses 6 caracteres. Em 11 anos, nenhuma trouxe o número de funcionário de um revisor. Não querem um número. Querem uma pessoa.

Ele diz: Na geração de meu pai, todo mundo sabia quem havia calculado cada decisão. Sabiam. E escreviam esses 6 caracteres mesmo assim. O livro do 4.º ano traz uma frase: As máquinas calculam rápido; as pessoas respondem por isso. A segunda metade não é fato; é um consolo.

Digo: Consolo também é alguma coisa.

Ele diz: É. Por isso é que digo que é remédio.

Digo: Que remédio.

Ele diz: Analgésico. Uma sociedade que sabe muito bem que naquele posto não há ninguém, e ainda assim o conserva, conserva o lugar onde a dor pode cair. A dor tem de cair em algum lugar.

Digo: E se o retirarem, o que acontece.

Ele diz: Eu lhe digo o que acontece se o retirarem. 80 anos, 10,500 milhões de peças, e cada uma decidiu quem entra em qual escola, quem mora em qual quarto, de quem o cuidado continua, de quem se corta. Apaguem aquela frase do documento e as decisões não voltam para trás sozinhas — o que já foi despachado não volta. Mas as pessoas não vão acreditar. Vão entrar em pânico por 1 ano, 2 anos, talvez mais de 10.

Ele diz: Isso é a abstinência.

Digo: Você está falando da sociedade inteira.

Ele diz: Estou falando da civilização. Uma pessoa viciada é doença; uma civilização viciada é instituição. Instituição não cresce num dia; cresce dia a dia. O carimbo já cresceu para dentro: 3,000 mesas, a placa à porta da prefeitura, aquela frase do livro didático, os temas de redação das crianças. Retire o carimbo e tudo isso terá de ser reescrito.

Ele diz: Por isso ninguém se atreve a retirá-lo. Não porque o carimbo funcione. Porque o primeiro ano sem o remédio é feio demais.

Digo: Depois de retirado, de quem é a responsabilidade.

Ele para um momento.

Ele diz: Não sei. Só posso dizer: de quem calcula, de quem executa, de quem escreve as propostas. Melhor isso que de uma assinatura que não existe.

Ele diz: Exerço há 11 anos. A minha tese tem um buraco, e o buraco é aqui. Não o escondo de você.

Ele diz: O que eu quero não é tirar o carimbo das mãos de vocês. O que eu quero é apagar aquela frase. Parem de assinar por um morto. O que um homem assinou há 40 anos, vocês hoje continuam estampando por ele. Quanto mais reto o carimbo, menos gente pergunta.

Ele diz: Não estou pedindo que carimbem errado. Estou pedindo que admitam que já não há ninguém, e que depois cresçam sozinhos.

Digo: O carimbo não acrescenta nada à conclusão. O carimbo dá às pessoas um lugar onde buscar. Saindo algo errado, ele sabe a quem recorrer.

Ele diz: Em 20 anos, alguém já veio a você.

Digo: Não.

Ele diz: Então não é uma placa na porta; é um tijolo na parede. Assentado bem alinhado.

Dita essa frase, a sala fica quieta um pouco. O som da grade de ventilação, bem parelho. Ele serve a si mesmo um copo de água e bebe um gole. As pessoas desta sala bebem água.

Ele diz: Conto um caso concreto. Há 3 anos, uma senhora idosa da zona oeste: o grau de cuidado desceu de Grau 2 para Grau 3, e em Grau 3 já ninguém vai a casa. O filho dela veio me buscar. Puxei o documento e o li inteiro: o cálculo do nível de proposta, correto; a entrega do nível de execução, correta; o carimbo, reto, dentro do campo de revisão, desviado meio milímetro à esquerda. Tudo correto. Ao filho eu disse: Tudo correto. Ele disse: E a minha mãe. Eu disse: Não sei.

Ele diz: Naquela noite passei a noite inteira com o carimbo na cabeça. No dia seguinte mudei a coluna do âmbito de atuação do registro para «Lei de Revisão (sem assuntos sigilosos)». Dos 37 da cidade, a minha é a única coluna que o diz assim.

Digo: E depois da mudança.

Ele diz: Depois da mudança, os que vêm me procurar são todos do seu tipo.

Digo: Que tipo é o meu.

Ele diz: O tipo que não sabe o que está perguntando.

Digo: E depois que for retirado.

Ele diz: Não sei.

Ele diz: Quem ainda fica sentado quando as perguntas chegam até aqui: em 11 anos, você é o terceiro.

Digo: Você já viu um revisor.

Ele diz: Não.

Digo: Então a que você se opõe.

Ele diz: Oponho-me a uma etapa do processo que não me deixam ver. Feio quando dito em voz alta, mas é verdade.

Ele diz: Você já me viu.

Não respondo.

Ele diz: Nenhum de nós jamais viu o outro. Isso não me impede de estar contra vocês.

Na segunda prateleira da estante há uma fila de tomos grossos; nas lombadas, impresso: a Coletânea de Casos Públicos de Revisão. Pergunto: Estes se podem levar. Ele diz: Não saem. Pergunto: Posso lê-los aqui. Ele diz: Venha amanhã. Pergunto: Quanto custa. Ele diz: Não cobro; cobro você sentado.

Digo: As Notas Legislativas de há 100 anos, onde se pode ver um exemplar.

Ele diz: Em papel, impressas em 2025, tiragem de 300. Onde reste algum exemplar, não sei.

Ele diz: O meu exemplar comprei num sebo, sem o índice. Custou 420 yuan.

Ele diz: 420 yuan por uma frase; 11 anos depois, acho que até hoje isso não se pagou.

Digo: Esse meu amigo perguntou mais uma coisa. Há uma lei que não está no texto vigente.

Ele diz: Qual.

Digo: A Lei de Revisão de Pessoa Natural.

Ele diz: O texto vigente tem 2 artigos e uma disposição suplementar. Os artigos que não estão são muitos. Qual.

Digo: Ele não sabe dizer o número. Só sabe que há uma frase, escrita nas Notas Legislativas de há 100 anos.

Cheng Xu pousa a pena.

Ele não vai buscar livro nenhum. Olha para a parede do outro lado da mesa uns 2 segundos e abre a boca.

Ele diz: Quando a condição do revisor como pessoa natural estiver em dúvida, o revisor deverá submeter-se à verificação de si mesmo; só depois a revisão será válida.

Contei. Vinte e seis caracteres.

Ele diz: Notas Legislativas de 2025, última página, último parágrafo, terceira linha. Vinte e seis caracteres. O parágrafo não tem mais que essa frase; nada antes, nada depois. Sem sanção, sem procedimento, sem data de entrada em vigor. Aqueles 30 e poucos de há 100 anos a escreveram ali e encerraram a sessão.

Digo: Como você a sabe de cor.

Ele diz: Faz 11 anos que eu a decoro.

Digo: Uma coisa de há 100 anos.

Ele diz: Uma coisa de há 100 anos não entrar no corpo da lei não quer dizer que não exista. É só que nunca foi aplicada.

Ele puxa o formulário, escreve uma linha no campo do assunto da consulta e, ao terminar, gira o formulário para que eu veja.

> Assunto da consulta: Lei de Revisão de Pessoa Natural, Artigo Zero (autoverificação em caso de dúvida sobre a condição de pessoa natural)

O leio de princípio a fim 2 vezes. Eu não disse esses 3 caracteres. O que eu disse foi «há uma frase».

Assino embaixo da declaração. Assino o número de funcionário, não um nome.

Entrada às 17:24, saída às 18:00. 36 minutos, 0.6 hora. Na cota restam 84 minutos.

Ele rasga a via inferior e mo dá. O papel é finíssimo; pelo verso transparece a letra da via de cima.

Ao sair, ele está fechando os 3 livros; um canto da fita da lombada se levantou, e ele o aperta de volta com o dedo.

A Regra 7 na folha de Lao Zhou diz: Com a peça que traz problema, não discuta. Hoje eu vim discutir com ela.

A luz do corredor é acionada por som; apaga-se quando chego à escada. Conto os degraus descendo: 42.

18:12, o trem de pessoal entra na estação, vazio. Ao passar pela prefeitura, os caracteres vermelhos da placa varrem o vidro outra vez. Hoje aqueles 3 números eu os li: 99.9997, ao lado do hidrômetro e do medidor de luz.

Em casa, a pedra sem lavar. Escrevo 3 caracteres: «Artigo Zero». Ao terminar, amasso o papel, o ponho prensado sob o pisa-papel; não o jogo fora. A jiboia hoje não soltou folhas.

Antes de dormir tiro as coisas do bolso interno e as estendo sobre a mesa: o bilhete, 3 linhas; a ficha, uma frase; aquela página, dobrada em 3 — não a abro; a via inferior, finíssima. Ponho a via inferior atrás do bilhete e devolvo tudo ao bolso interno, uma coisa por vez.

No bolso interno há agora 4 coisas.

Comentários (0)

Entre para participar da discussão

Entrar