06:27, acordou antes do alarme. O mingau na panela, o arroz de molho da noite anterior: fervendo, abaixar o fogo, vinte minutos, desligar, abafar. Lavou o rosto, tomou meia tigela, desligou o fogo e deixou a outra meia panela abafando.
07:10, saiu. O documento de identidade e o crachá empilhados sobre os sapatos da entrada; pegou, meteu o documento no bolso interno do casaco, pendurou o crachá no pescoço. Metrô cheio; segurou a bolsa contra o peito. No vagão, alguém ao telefone: mamãe, semana que vem eu volto, não compra verdura, eu levo. Ouviu uma estação; o homem desceu, e a frase ficou pela metade.
Olhou de novo o papel numerado da noite anterior: três anotadas, uma sem escrever.
08:40, térreo do prédio B. O cartão apitou abrindo, um «bip» mais curto que o de sempre; na tela, modo visitante. O saguão quase vazio; a moça da recepção enfeitando a árvore de Natal, as bolas do ano passado. Uma, amassada.
Ficou esperando junto à recepção. 08:52, o elevador desce e sai He Yu. Suéter cinza, sem celular.
— Comeu? — disse He Yu.
— Comi.
— Então vamos.
Estendeu o documento à recepção. A moça tirou uma folha, A4 deitada, no cabeçalho impresso «Registro de visita acompanhada (lado de produto)». He Yu assinou na casa do acompanhante e passou pra ele assinar a de acompanhado. Assinado, a moça guardou a folha na pasta e soltou: «Senhor He, a sala de servidores é fria». He Yu disse que sabia.
O elevador desce. B1, B2. Dentro, He Yu sem palavra, Liang Cheng sem pergunta. Para, a porta abre, o frio de frente: dezenove vírgula seis, a temperatura de sempre. As luzes do corredor acendiam ao passo, um trecho adiante do outro.
— Hoje não passa pela página de solicitação — dizia He Yu andando. — Você tá suspenso: não abre ordem, não protocola pedido. Eu te levo pelo lado de operações, o canal de reverificação de produto, registrado no meu nome. Sem susto: esse canal sempre existiu; pouca gente passa por ele.
— Esse canal não passa por gente — disse Liang Cheng. — Foi o que o senhor disse ontem.
— Hm — He Yu empurrou a porta de vidro. — Não passa pela gente de vocês. Passa por mim.
A sala de servidores como sempre. O som dos ventiladores, uma camada sobre outra; no quadro branco, «Acessos este mês: 11» convertido em 21, e aquele traço comprido ainda lá. A porta da zona DA aberta; dentro, alguém de plantão, a bola rosa sobre a mesa. Wu Yan ergueu os olhos, viu-o, um instante parado.
— Você, hoje—
— Reverificação de produto — disse He Yu. — Registrado comigo.
Wu Yan soltou um «ah», pegou a bola e soprou a poeira das frestas do teclado, e não perguntou mais. Eles já tinham andado dois passos quando a frase veio pelas costas: — Da próxima, avisa antes, que eu te deixo o lugar de dentro; aquela fileira é quente.
He Yu não rumou pra zona DA; virou pro outro lado, a mesa do registro de operações, em cima o mesmo computador velho.
He Yu ligou o computador e puxou uma página. Liang Cheng conhecia a página — o Formulário de Registro de Consulta ao Arquivo Offline; ele a tinha visto junto a esta mesa, no capítulo 14: uma tabela em branco. Agora, ainda em branco. Três colunas no cabeçalho: conta consultada, quem retira, hora da reserva. Embaixo, uma linha miúda: a retirada exige registro no armazém, em pessoa, com documento de identidade; endereço do armazém: Changping.
— Primeiro, as suas três perguntas — disse He Yu, pousando o celular na mesa, tela pra baixo. — O que você mandou ontem à noite, li. Parcelamento, não: a condição prévia é fixa, cláusula não muda. Compensar, sim — os recursos da linha entram na conta, primeiro nivela o pendente; nivelado, o estado muda, e a fila aceita. Esse passo, sem defeito.
— Mas.
— Mas o desembolso passa por análise da movimentação bancária. Você suspenso em casa, salário a 60 %, a cláusula de penhor exige os rendimentos salariais de sessenta meses à frente; o banco olha o número de agora, e aprovar ou não, sabe-se lá. Pede depois de restituído, a chance sobe — disse He Yu. — Não sou eu te travando. São os dentes que a Pontuação de Piedade Filial fez nascer sozinha.
Liang Cheng ficou de pé. Essa camada, ontem, não tinha entrado na conta. Ele tinha calculado os cinquenta mil, cento e sete; não tinha calculado o «se aprova».
— Segunda pergunta — disse He Yu. — A assinatura do executor em suspensão, vale ou não. Não vale. O sistema reconhece permissão, não reconhece pessoa. A conclusão sai dia 26 às 10:30 da manhã; se a permissão volta nesse dia, a conclusão decide. Voltando, a assinatura vale na hora.
— Terceira. Nível 1, o adiamento das ligações familiares, ainda se aplica ou não.
He Yu arrastou para si outra tela e teclou umas vezes. — O texto da regra; pendurado lá em novembro; vale pra Níveis 1, 2 e 3. O 1 tá na lista. — Girou a tela pra ele. — Mas preste atenção no que se desconta — o cronograma de degradação. Ela agora é Nível 1; abaixo, não existe mais Nível 2.
Liang Cheng olhou a linha. Abaixo, não existia mais Nível 2.
— Nível 4 — disse ele.
— Nível 4 congelado: o perfil emocional mais uma frase em loop, todo o resto apagado — disse He Yu. — Então os cinco minutos, hoje, são isto: cinco minutos completos, 7 dias de abatimento por semana, e o que seguram é ela não cair pro Nível 4. A resposta pra frase do seu irmão é: serve. Mais que no mês passado.
Liang Cheng anotou essa no celular. Anotada, perguntou: — Ela, agora: o registro de respostas.
He Yu teclou umas vezes e puxou uma tela de manutenção. AC-0417, Nível 1. Voz básica, normal. Módulo de ligações, normal. Renderização de cena única, normal. Ligações de hoje, 0. Ligações da semana, 0. Ele ficou olhando os dois zeros.
— Seu irmão ontem perguntou se ainda podia ligar — disse He Yu. — Não ligou.
— Hm.
— Não aperta ele — He Yu fechou a tela. — Dessa classe de ligação, cada vez que aperta, sobra uma menos.
Então He Yu tirou da gaveta uma chave; não a da porta da sala, uma pequena, de latão. Andou até o fundo da sala; uma fileira de armários baixos, de chapa, da altura de um homem, com fechadura. He Yu abriu uma porta: dentro, não discos; pastas, casa por casa, com sacos de papel kraft encaixados.
— O armazém fica em Changping; os discos estão lá. Aqui dentro não tem K-11 — disse He Yu. — Aqui dentro tem isto.
Puxou um saco; na etiqueta colada: AC-0417 · pré-análise de restauração · materiais (lado de produto). Pôs o saco na mesa e tirou de dentro uma pilha de papéis.
— Da vez de 3 anos atrás, alguém chegou até o passo em que você está — disse He Yu. — No meio do caminho, parou. Disse que tinha se tocado. O material dele parou nesse saco; guardei pra ele, guardado até o cronograma da conta dele chegar a zero. No mês passado chegou.
Liang Cheng não emendou.
Do armário, He Yu puxou o saco de ao lado. Mais velho, a etiqueta amarelada: AC-2846-0912 · pré-análise de restauração · materiais (lado de produto). Tirou de dentro a folha de reserva: casa do nome em branco, casa da data pela metade, novembro de 2021; na casa das observações, uma linha riscada, riscada com força, o papel levantando fiapo. Liang Cheng chegou perto: sob o risco, reconheceu meia letra; era a de «esperar».
— Ele chegou até aqui — He Yu devolveu os papéis. — Você um passo a mais que ele: o de hoje.
Empurrou o saco novo pra frente. — O material de pré-análise fica guardado pra você. Folha de reserva da retirada, formulário de solicitação, casa pra cópia do documento. Hoje você só tem uma coisa a fazer — decidir se assina o nome na primeira linha. Assinando, a retirada do disco é você mesmo em Changping, e seu nome desce no registro, sem escapatória. Não assinando, o saco volta pra gaveta, encostado no de 3 anos atrás.
Liang Cheng olhava o saco. Perguntou: — O de 3 anos atrás, por que não assinou.
— Disse que tinha se tocado — repetiu He Yu. — Perguntei o que tinha se tocado. Que a mulher não reconheceria o de agora; que reconhecer não adiantava; que a dívida não quitava. A conta dele devia 43,000.
O som dos ventiladores, camada sobre camada. Liang Cheng foi tirando os papéis do saco um a um. A folha de reserva, vazia: nome em branco, data em branco. No formulário de solicitação, a casa do solicitante, em branco. A última página, uma norma; leu item por item:
> Normas de restauração do arquivo offline (lado de produto, V1.1): > 1. A restauração toma por base o momento do instantâneo; todos os dados adicionados após o instantâneo são eliminados, sem recuperação; > 2. Concluída a reconstrução, o sistema executa automaticamente uma suavização cognitiva; dispensada solicitação à parte; > 3. Após a restauração, a conta é cobrada pelo nível Básico (45.00 yuans/mês); mantidos sem alteração o cronograma original e o pendente de liquidação, as regras da fila seguem aplicando normalmente; > 4. A retirada do disco exige registro no armazém, em pessoa, com documento de identidade; o trajeto e as despesas de viagem correm por conta do próprio; > 5. Retirado o cartucho de disco azul, a reconstrução deve se completar em sete dias úteis; vencido o prazo, o cartucho volta ao armazém, e os valores não são devolvidos.
A quinta leu duas vezes. Sete dias úteis. O cartucho fora do armário, o relógio começa a andar.
— Senhor He — disse ele. — Uma pergunta. A sua ex-mulher, aquilo—
A mão de He Yu bateu na borda da mesa; leve, uma vez só.
— A conta está lá — disse He Yu. — Nível 3. O cronograma, eu não olho.
— Por que o senhor não…
— Dinheiro não é o problema — disse He Yu. — O que eu ganho num ano compra dez dela. O problema é que quem ela reconhece é o eu de antes do divórcio; reconhecendo, é continuar brigando. Brigar por quê? Os dias daquela casa, um só deles eu não volto a viver. — Apertou a chave na mão. — Você é diferente. Sua conta te reconheceu; lá dentro, você está limpo. Seu irmão brigou com ela 3 anos; você, não. Ainda dá tempo de você estar limpo.
Liang Cheng ficou de pé. Meio minuto em pé na sala pra digerir a frase. Lembrou da de dentro perguntando: e o teu irmão; ele, esse, tem as coisas no peito e na boca não solta. Lembrou dela esperando a ligação do Chuanchuan uma semana. Lembrou da frase de 30 de novembro: da próxima que ele ligar, eu não desligo primeiro.
Limpo era ela. Todo o negativo, ela tinha mandado limpar: 4.5 %; o positivo, 86.4 %. Se ele restaurasse, o que esses 5 anos limpavam não era só a conta.
— Aquele protetor de tela do senhor — disse ele. — O das 21:06.
— Hm — disse He Yu. — Não troco. Se um dia ela ligar, deste lado a linha tem de estar aberta. Como é que se chama isso? Deixar a linha viva. O do apartamento, eu não opino, não aconselho. Pergunto uma coisa só — quitação, sair da fila, restauração; dados os três passos, a pessoa que ficar lá dentro, como te chama.
— Chama de Xiao Cheng — disse Liang Cheng.
— A última vez que te chamou de Xiao Cheng foi há uns meses — disse He Yu. — Tem certeza de que quem sair da restauração ainda chama assim?
Liang Cheng não respondeu. A resposta dessa questão estava nas cláusulas; as cláusulas responderiam por ele. Manda o instantâneo. A última vez que a do instantâneo o chamara de Xiao Cheng: madrugada de 13 de março, 5 anos atrás, 02:40; recém-saída da assinatura do contrato, no corredor. Depois disso, ela dormiu; e quando acordou de novo, ele já tinha chegado, de pé na escada, sem entrar.
Muito tempo de pé diante da folha de reserva. 10:20, pegou a caneta.
Na casa do nome, escreveu: Liang Cheng. Na da hora da retirada, escreveu: quinta, 09:00. Escrevendo, pousou a caneta; a terceira casa, em branco.
A terceira casa era observações. Embaixo, uma linha cinza de exemplo: parentesco com a conta.
No fim, não preencheu as observações. Empurrou a folha pra He Yu, que deu uma olhada, tirou do saco de kraft a página eletrônica do registro e lançou a linha.
No Formulário de Registro de Consulta ao Arquivo Offline, a primeira linha com letra em 2 anos:
> Conta consultada: AC-0417 Quem retira: Liang Cheng Hora da reserva: quinta, 09:00
— Quinta eu dirijo — disse He Yu. — A gasolina é sua; o resto, meu. Chegando lá, o registro é seu; eu espero. Com o disco na mão, ida e volta são 4 horas; dá pra dormir no carro.
— Por que o senhor — perguntou Liang Cheng.
He Yu devolveu o saco ao armário, trancou e deixou a chave na gaveta. — O de 3 anos atrás, quando chegou neste ponto, não tinha ninguém ao lado pra dizer essas coisas — disse ele. — Eu quis que a próxima não fosse assim. A próxima deu em você.
11:00, saíram. Na porta da sala, He Yu parou um instante e olhou de volta a fileira de racks. Liang Cheng também. Nos racks, luzinhas uma a uma, verdes, piscando firmes. Qual delas era ela, impossível dizer. Todas piscavam igual.
O elevador sobe. No térreo, a porta abre: a árvore de Natal do saguão no lugar; a bola amassada tinha girado pra trás.
— Mais uma coisa — disse He Yu. — Amanhã de manhã, a sua conclusão de verificação. Se vier contra você, essa folha de reserva fica comigo; quando sua permissão voltar, ela entra em vigor. Primeiro se salva a pessoa; o disco não foge.
Liang Cheng assentiu. Andou pra boca do metrô; uma dúzia de passos, olhou de volta. He Yu ainda na porta do prédio B, sem entrar, olhando. Vendo-o voltar, He Yu fez sinal com a mão e virou-se pra dentro.
Fez a conta: do saguão pra dentro até sair, uma hora e quarenta. Terceiro dia de suspensão, uma hora e quarenta na sala de servidores, nem uma ordem tocada, nem um passo além da linha.
De tarde, voltou pra casa. O mingau ainda abafando na panela, já frio. Esquentou de novo; a tampa batendo, ele abaixou o fogo e o barulho parou. A panela, comprada com o que sobrou da mudança do ano passado, trinta e tantos yuans. A de alumínio de dentro, na tarde de sábado, tinha sido apagada junto com a cozinha.
14:00, Liang Chuan ligou. Atendeu.
— Perguntei pra Niuniu — disse Liang Chuan. — Ela quer ligar pra vó. Eu disse que tá. Ela perguntou o que fala, eu disse: fala, vó, sou a Niuniu, tirei cem em duas no fim de semestre.
— Tá — disse Liang Cheng. — Deixa ligar. A hora que for.
— Tem segredo nos minutos?
Liang Cheng repetiu o que dizia a tela da sala de servidores: — Cinco minutos. Na semana, cinco minutos completos bastam. Mais, pode; a mais, cobra por minuto, 1.20 o minuto.
— 1.20 — Liang Chuan fazia a conta do outro lado. — Cinco minutos, seis yuans.
— Seis.
— Seis tá bom — disse Liang Chuan. — Seis yuans de piedade filial. Barato.
Liang Cheng não emendou. Lembrou dos cinquenta mil, cento e sete, dos 80,000 da entrada, da conta dos seis yuans por dia. Nada disse.
— De noite, deixa ela ligar — disse Liang Chuan. — Ligando, eu não pergunto mais.
18:40, entrou um push no app:
> 【Nuvem do Além】A conta AC-0417 registra hoje 1 resposta; chamador: Liang** (neta?), conexão 03:41. Acumulado da semana de ligações de familiares: 03:41/05:00.
O ponto de interrogação do push, posto pelo sistema. Quando Liang Chuan registrou a Niuniu, deve ter deixado a casa do parentesco sem escolher; o sistema adivinhou um, não acertou, e pendurou um ponto de interrogação.
3 minutos e 41 segundos. Faltavam 1 minuto e 19.
Sete minutos depois, o segundo push:
> 【Nuvem do Além】A conta AC-0417 registra hoje 2 respostas; chamador: Liang** (neta?), conexão 01:36. Acumulado da semana de ligações de familiares: 05:17/05:00. Meta semanal de adiamento alcançada; desconto de 7 dias do cronograma de degradação. Cronograma restante: 239.
Liang Cheng leu os dois pushs do começo ao fim. A Niuniu ligou duas vezes. Na primeira, falou uns 3 minutos; provavelmente contou o cem em duas. Desligou, e quem sabe combinou com quem: ligou de novo, um minuto e meio.
Mandou a Liang Chuan: bateu a meta. A Niuniu ligou duas vezes, completou.
Do outro lado, rápido: ela mesma que se empenhou em ligar de novo; disse que na primeira esqueceu de dizer que em inglês também cem.
Embaixo, mais uma: cem nas três. Seis yuans.
Tirou captura dessa frase. Não mandou pra ninguém.
Liang Cheng ficou olhando a frase e pôs o celular na mesa, tela pra cima. Os dois pushs ainda acesos. O ponto de interrogação de «neta?», muito tempo sob os olhos.
O sistema não sabia quem era a Niuniu. O sistema adivinhou. Se a de dentro sabia, ele não sabia. A única coisa que ele sabia, agora: se ninguém fosse corrigir aquele ponto de interrogação, ele ficaria pendurado ali.
Mandou a Liang Chuan: no lado dos familiares, completa o parentesco da Niuniu; contato da minha conta; não deixa o sistema adivinhar.
Do outro lado: como completa.
Digitou três linhas de passos e mandou duas capturas junto. Dez minutos depois, Liang Chuan respondeu «pronto». Abriu o push e atualizou: as duas linhas, ainda «neta?»; devia faltar a revisão. Pousou o celular; amanhã via.
21:00, o SMS do chefe de grupo: amanhã às 10:30 da manhã, salinha do 3.º andar do prédio B, conclusão da verificação, com o crachá.
Respondeu: recebido.
Celular no carregador, sentou à mesa, tirou o papel numerado da véspera e escreveu no verso as duas coisas de amanhã:
Um: 10:30, a conclusão.
Dois: o ponto de interrogação.
Escrito, pôs o papel pesando sobre a nota. A nota já tinha 8 linhas; a oitava, «perguntar se a Pontuação compensa o pendente». Puxou a caneta e, embaixo da oitava, acrescentou a nona:
Quinta, 09:00, Changping.
Escrito, leu do começo ao fim. Nove linhas; a primeira, 1800×0; a última, um nome de lugar. A nota o acompanhava havia mais de um mês, de 3 linhas a 9, as bordas do papel em fiapo. Meteu a nota de volta na capa do crachá e pendurou o crachá no encosto da cadeira, de frente pra cama.
Amanhã, 10:30: primeiro, passar pela porta da conclusão.